É, alguns muitos dias sem postar. Talvez devido a preguiça, mas o caso mais provável seria macumba. Se é possível ficar doente de 4 coisas diferentes em 2 meses então ai estamos nós. Saindo da virose pra bacteriose, da bacteriose pra crise de ovário, disso pra dengue e da dengue pra gripe, é, foram 5. Então se não foi macumba foi mau olhado, não acreditem nesse papinho de sistema imunológico baixo, não.
Nessa postagem queria mais falar dos meus feitos enquanto enferma, afinal, se você leu Pollyana vai saber que em qualquer coisa ruim sempre se pode encontrar alguma coisa boa, é o famoso 'Jogo do contente'. Então, dividi-los em algumas categorias em ordem cronológica:
01. Percebi que em cidade do interior tudo é virose ou frescura: Quando com bacteriose, o médico da minha cidade me diagnosticou com virose, sem nem pedir um exame de sangue. O cara realmente era muito fera, olhar pro paciente e diagnosticar de cara é só para os fortes. E depois de dias e mais dias de rainha, quase um mês, literalmente, decidimos viajar para capital e ai então eu poderia ser consultada por um médico verdadeiro. No hospital, fui consultada e mandada pra um ultrassom, só que ao mesmo tempo me deu uma vontade louca de fazer xixi, e claro, ninguém segura xixi. Feito. Me encaminhei pra a seção de ultrassonografia, já meio grogue da madrugada e da viagem, ansiando uma cama, quando recebi a animadora notícia de que a minha ultrassonografia seria do abdome total, portanto, uma das imagens seria a da minha bexiga, e pra você, querido infante que não sabe, ai fica a dica: A bexiga só sai na ultrassonografia se estiver cheia, agora cheia mesmo, quando bate aquela vontade desesperadora de fazer xixi. LEGAL! A solução? Tive que tomar 11 copinhos de água, coisa que poderia ser feita em 5 horas se eu quisesse, mas acho que acabei de tomar os 11 em 4 minutos. É primeiro de abril mas não é mentira não, colega! Ultrassonografada (essa palavra certamente não existe), consultada e tudo em ordem, recebi o diagnóstico certo e em 2 semanas tomando antibiótico, melhorei. Mas por um curto período de tempo, afinal, alegria de pobre dura pouco.

02.Me dei conta de que nada melhor que sombra e água fresca: Era carnaval, beleza! Praia, pessoas bonitas, outras nem tão bonitas, sol, bronzeamento (coisa que não é problema pra mim), e todas aquelas tatuagens de henna e tererês. Caminhadas na praia são normais, prazerosas, mas quando se caminha por um longo período de tempo e não se hidrata, ai a coisa fica feiosa. Eu comecei a sentir aquilo, uma leve dor de cabeça, um leve ardor nos ombros, uma pequena dor no lado esquerdo da barriga, e a coisa foi se acentuando,e foi engrossando e chegou em um ponto crítico. Nesse momento eu voltei pra casa de praia e procurei o modo que mais me ajudasse a me sentir relaxada daquela dor, eu tentei tantos movimentos de Yoga, quanto existem. Depois de sofrer um bucado, só existiam duas opções, na praia não tem hospital, só uma maternidade. Se o clínico geral da minha cidade errou estrondosamente o meu diagnóstico, imagine um enfermeiro de uma maternidade na praia! Vamos à capital de novo, matuto pode ser matuto, mas só leva lapada uma vez. No caminho para a capital, o percurso foi todo feito pela minha responsável feminina, já que o masculino encontrava-se pouco debilitado ainda do carnaval, se você me entende. Ela tava em uns 110/h colada no vidro do carro se assemelhando à aqueles infantes que jogam videogame colados no vidro da TV. E o interessante é que ela tava tão concentrada no 'Need for speed' que não lia as placas não, daqui a pouco só se sente o quebra-molas e o 'supapo'. Como se não bastasse o barulho diferente no carro durante o resto de percurso e a parte masculina reclamando constantemente, ela ainda conseguiu se desbandeirar para o caminho errado, e ao invés de chegarmos à Recife, chegamos ao Porto de Suape. Ai você imagina, colega, eu com uma dor constante do abdome, no Porto de Suape! E é uma avenida imensa, não tem retorno, é um inferno! Lá no fim do fim tinha um giradouro. Foi a nossa luz no fim do túnel. E com a ajuda de um ônibus de turismo, acredite ou não, tem gente que paga pra ver uma avenida cheia de nada, conseguimos finalmente chegar à Recife. E sem medo de ser feliz, fui diagnosticada mais uma vez de forma correta, depois de passar 45 minutos tomando água com iodo pra fazer uma ressonância magnética com contraste. Tem um gosto peculiar. O diagnóstico? Cisto no ovário. Sem pânico, nada que um bom remeidinho não resolva. No meu colégio por exemplo, o chá de camomila com mel cura até AIDS.

03.Depois de toda a tempestade, vem sempre a calmaria: Mas é uma pena que esse seja um ciclo vicioso, ou seja, funciona ao contrário também. E depois de todas essas patologias uma simples gripe foi o que me derrubou. Com um rolo de papel higiênico Scott folha dupla, um bom cobertor e meu cachorro de pelúcia Pudim, estou eu aqui, em frente ao notebook escutando 'Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter,... (8)' e postanto no ami-right. Nada melhor que isso pra esquecer a recuperação em português e sociologia.
04.Aprendi que macumba existe sim: Tudo bem que eu não sou a pessoa mais saudável do mundo, isso ficou claro, mas pra tudo se existe um limite. Se de uma próxima vez o remédio não ajudar, pode ter certeza que uma rezadeira ajuda. Pelo menos ela me refresca com a folhinha de louro e de quebra, se eu tiver sorte, ainda tira o olhado.
3 comentários:
KKKKKKKKKKKK! Amiga só você mesmo! Relaxa, se tá ruim pode piorar!
É não amor! Mas quantas doenças patológicas!!
E finalmente um post, mas eu naõ posso nem falar nada, o blog está as teias!
Saudades máximas desse blog!
O pior de tudo que até eu tô com saudades máximas desse bolg² Tô tão ausente né? sinto uma falta danada do meu SS :S mais é tudo culpa do COLÉGIO :@:@:@ , mesmo assim amo muito tudo isso
Beijos no Cérebro
BY: Nathy MM's
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